A História da Energia Solar

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O Físico Francês Alexandre-Edmond Becquerel descobriu o efeito fotovoltaico em 1839, caracterizando a criação de corrente elétrica em um material após a exposição a luz. Becquerel estava testando uma bateria eletrolítica com eletrodos de platina e percebeu que, quando exposta ao sol, a corrente aumentava. Porém para chegarmos até as células fotovoltaicas conforme nós conhecemos, muita coisa mudou.

Confira a linha do tempo da evolução da Energia Solar:

Após os feitos de Becquerel, O professor William Grylls Adam e seu aluno Ricahrd Day, desenvolveram o primeiro dispositivo sólido de fotoprodução de eletricidade em 1877, esse dispositivo tinha a eficácia de apenas 0,5%, Charles Fritts duplicou esse valor, atingindo a eficácia de 1%.

Em 1954, Calvi Fuller atingiu a marca de 6% de eficácia através da dopagem de Silício, no mesmo ano a primeira célula solar foi apresentada na National Academy of Sciences em Washington Já no ano seguinte, ela teve a sua primeira aplicação como fonte de alimentação de uma rede de telefone na Geórgia.

Em certo momento da história, o uso da energia solar foi deixado de lado. A energia solar foi afetada seriamente pelo baixo custo dos combustíveis fósseis e energias não renováveis.

Mas ainda nos anos 50, a energia solar teve a sua primeira grande aplicação, sendo incorporada pela NASA em 1958, como Backup de uma pilha convencional, no Vanguard I, satélite lançado no mesmo ano. A pilha química falhou e o painel solar de 100 cm² que produzia quase 0,1 W, mantendo o transmissor de 5 mW em funcionamento por 8 anos. A confiabilidade e o baixo peso conquistaram de vez o programa espacial americano.

A corrida espacial impulsionou o desenvolvimento dos painéis solares, deixando elas mais eficientes, mas não mais econômicas. A SOLAREX, uma empresa de Jospeh Lindmeyer, foi a primeira a produzir painéis solares para sistemas de telecomunicações remotos e bóias de navegação. Essas eram as únicas aplicações interessantes devido ao alto custo da energia fotovoltaica na época.

Em 1973, a indústria petrolífera entrou em crise, fazendo com que as empresas corressem para investir em novas tecnologias para a energia fotovoltaica. Foi nessa época que passaram a utilizar silício multicristalino.
As décadas de 80 e 90 foram marcadas por grandes investimentos em energia solar, dois exemplos disso são a primeira central solar de grande envergadura na Califórnia (1 MWp) em 1982 e nos anos 90 o lançamento dos projetos de “telhados solares” na Alemanha (1990) e Japão (1993).
No Brasil a energia solar engatinhou durante os anos e veio a ganhar importância em 2012, com a resolução normativa nº 482, de 17 de abril de 2012, que estabelece condições para a micro e minigeração distribuída, permitindo aos consumidores de energia gerarem sua própria energia e conectarem na rede da concessionária local. Mas foi a partir da resolução normativa nº 687, de 24 de novembro de 2015, que de fato a energia fotovoltaica cresceu no Brasil e chegou no ponto onde está.
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